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domingo, 21 de setembro de 2014


Teste de DNA revela suposta identidade de Jack, o Estripador

Arte retratando Jack o Estripador do fotógrafo de terror Joshua Hoffine (Foto: Reprodução)
Um dos maiores mistérios policiais da história pode finalmente ter sido resolvido, 126 anos depois de ter vindo à tona: o detetive amador Russell Edwards acaba de lançar um livro onde afirma ter “definitivamente, categoricamente e absolutamente” descoberto a verdadeira identidade do lendário criminoso Jack, o Estripador. Segundo Edwards, o homem por trás dos brutais assassinatos cometidos em Londres em 1888 é Aaron Kosminski , um barbeiro judeu de origem polonesa que fugiu de seu país com a família para escapar da perseguição russa. Aos 23 anos ele teria se tornado o assassino em série, e pouco depois foi internado em um manicômio, onde morreu 30 anos mais tarde devido a uma gangrena na perna, sem nunca ter sido condenado.

“Apenas os céticos que querem perpetuar o mito vão duvidar. É isso – nós o desmascaramos”, disse o detetive ao The Independent. Fissurado pelo mistério de Jack, foi em 2007 que Edwards começou seus trabalhos como detetive – em um leilão, ele arrematou o xale usado no momento do crime por Catherine Eddowes, uma das cinco vítimas oficialmente atribuídas ao Estripador. Ele afirma que a peça é a única evidência forense disponível sobre o caso, e que foram encontradas no tecido manchas de sangue da vítima e amostras do sêmen do assassino.
Ilustração de Kosminski (Foto: Reprodução)
Mas como um xale pode ter preservado amostras biológicas por mais de um século? Ele nunca foi lavado? É uma das questões que intrigam os especialistas. A história contada por Edwards diz que a vestimenta foi resgatada na noite do crime pelo policial Amos Simpson, que pretendia dá-la de presente a sua esposa. Ao ver a macabra mancha de sangue, a mulher jamais teve coragem de vestir o xale, mas também não se desfez dele nem o lavou, transformando-o em uma relíquia de família.
Depois de adquirir a peça, o detetive amador trabalhou em conjunto com o biólogo molecular Jari Louhelainen, que através de testes de DNA mitocondrial realizados nas amostras teria conseguido combinações genéticas tanto com os descendentes da vítima quanto com os de Kosminski. Esta foi a prova definitiva da identidade de Jack para a dupla, que detalhou o processo no livro Naming Jack the Ripper (Nomeando Jack o Estripador), cujo lançamento ocorrerá amanhã (9/9) no Reino Unido. “Quando nós descobrimos a verdade, foi o sentimento mais incrível de toda a minha vida”, disse Edwards.
Apesar de reconhecer a importância e aparente credibilidade da descoberta, especialistas ainda não estão totalmente convencidos de sua veracidade, pois o biólogo Louhelainen ainda não publicou nenhum artigo em periódicos acadêmicos submetidos à revisão por pares. “Nenhuma evidência em si foi fornecida até agora”, aponta Sir Alec Jeffreys, criador da chamada “impressão digital genética”, técnica que identifica uma pessoa a partir do seu DNA. Jeffreys também sente falta de uma descrição mais detalhada sobre as origens do xale e sobre a natureza das combinações genéticas entre o acusado e seus descendentes.